Representatividade e o Oscar

Quando o assunto é o Oscar, a falta de diversidade não é novidade. Em seus quase 100 anos de existência, somente cinco mulheres concorreram na categoria de melhor direção, com uma única vencedora (Kathryn Bigelow, em 2010). Em 2015, a indignação com a falta de indicados negros deu origem à campanha #OscarsSoWhite (“Oscar é branco demais”, em tradução livre), agora atualizada para #OscarsSoWhitePart2 (“Oscar é branco demais parte 2”) e #OscarsSoWhiteAndWithMoreMen (“Oscar é branco demais e tem mais homens”).

Quantas vezes você se reconheceu assistindo um programa de TV ou lendo uma revista? Muita gente não percebe, mas o fato de olhar ao redor e não se enxergar nos padrões veiculados nas mídias pode ser bastante prejudicial para a formação do caráter e construção da autoestima.

Recentemente pudemos acompanhar a premiação do Oscar, onde foi possível trazer novamente à tona a discussão sobre a falta de representatividade. Seja ela pelo fato de nenhuma mulher ter sido premiada na categoria de melhor direção, bem como, a falta de atores negros.

O impacto da falta de pessoas representantes de vários grupos implica na ideia de que eles, talvez, não pertençam àquela realidade.

representatividade

A falta de representatividade atinge muitas esferas da vida de várias pessoas — principalmente aquelas que estão longe de um padrão estético — de maneira séria e real, excluindo-as de situações cotidianas que deveriam ser normais para todo mundo.

Isso representa um problema mais sério e estrutural, ou seja, que está presente em várias estruturas da sociedade e que, além da autoestima, influencia o modo como essas pessoas vivem. O racismo é um exemplo: é conhecido que pessoas negras, devido a uma pesada carga histórica, sejam menos representadas e aceitas.

Além da população negra, surgiram novos termos e análises para definir a falta de representatividade em outros grupos e minorias. Um deles é definição da gordofobia, ou seja, a fobia de pessoas gordas. Muito mais do que uma questão estética, a gordofobia é um problema social, um tipo de preconceito.

O que impacta e muito na autoaceitação destas pessoas.

Isso foi provado por um estudo publicado em 2015 na revista Social & Personality Psychology Compass. Nele, foi concluído que a exclusão social por questões de peso está muito associada a quadros depressivos, ansiosos e de baixa autoestima.

Esse e outros cenários semelhantes representam problemas sérios, que devem ser discutidos e, muito mais que isso, estudados. Muito além da autoimagem, refletem diretamente no nível de desigualdade e exclusão em toda a sociedade.

Já quando o assunto é o Oscar, a falta de diversidade não é novidade. Em seus quase 100 anos de existência, somente cinco mulheres concorreram na categoria de melhor direção, com uma única vencedora (Kathryn Bigelow, em 2010). Em 2015, a indignação com a falta de indicados negros deu origem à campanha #OscarsSoWhite (“Oscar é branco demais”, em tradução livre), agora atualizada para #OscarsSoWhitePart2 (“Oscar é branco demais parte 2”) e #OscarsSoWhiteAndWithMoreMen (“Oscar é branco demais e tem mais homens”).

Na imagem principal, vocês puderam notar que a atriz Natalie Portman usou uma capa no Tapete Vermelho com os nomes bordados de diretoras que não foram indicadas ao Oscar. Essa foi a forma que encontrou de reconhecer as mulheres incríveis que não são reconhecidas pelos seus trabalhos e uma maneira de chamar a atenção da Academia por indicar apenas homens para a categoria de Melhor Diretor por mais um ano.

“O Oscar é um reflexo do mercado”, afirma o professor Humberto Neiva, coordenador do curso de Cinema da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), em São Paulo. Mesmo com a meta de dobrar o número de membros mulheres e de minorias até 2020, expandindo o número de votos para quase 9 mil pessoas, a Academia segue majoritariamente masculina (68% dos membros) e branca (84% dos integrantes).

E, como as indicações são feitas em blocos (diretores só podem ser indicados por diretores), a representatividade fica ainda mais diluída: não adianta ter quase 9 mil membros se eles entraram somente em sete dos 17 blocos, conforme revelou a Academia em 2017. “A votação é mais democrática, mas a indicação é feita por um número x de pessoas que fazem o crivo, e a maioria é mais tradicional”, explica Neiva.

Entretanto, é justamente porque a Academia está tão ligada ao mercado que pressões e campanhas tendem a surtir efeito. A nova meta de incluir mais mulheres e minorias, por exemplo, só foi estabelecida graças à campanha #OscarsSoWhite. E, por ser a última nas temporadas de premiações, os membros tendem a prestar atenção ao clima político do momento.

O impacto de uma (possível) estatueta

Oscar

Essa relação íntima com o mercado também ajuda a explicar por que é tão importante cobrar maior representatividade nos indicados ao Oscar. À primeira vista, pode parecer bobagem em uma premiação entre tantas outras, em uma indústria já marcada pela falta de diversidade. Mas nenhum outro prêmio tem tanto impacto e prestígio quanto o da Academia.

“O Oscar tem repercussão direta com o grande público, mais que Cannes, Berlim, Veneza”, observa Neiva. Uma das explicações talvez seja o fato de ser uma premiação da indústria para a indústria, e os Estados Unidos ainda são a maior potência ocidental quando o assunto é cinema. “É como se fosse uma chancela de que um filme é bom, mesmo que os critérios sejam principalmente comerciais.”

Não à toa, mais da metade do lucro com as bilheterias de um filme indicado ao Oscar vem depois da indicação, segundo o Statista. Em 2014, por exemplo, 90,4% do lucro de Sniper Americano veio depois da indicação ao prêmio, do qual não saiu vencedor. Entre os indicados deste ano, 1917 (que já levou o Globo de Ouro) espera ver as vendas nas bilheterias domésticas saltarem 192% até a cerimônia. “O melhor momento para um filme é entre a indicação e a festa”, explica o professor da FAAP.

Seguimos acreditando que apesar de ser um movimento silencioso, a realidade está mudando aos poucos, trazendo à tona questionamentos às marcas e grandes empresas, que inclusive mudaram sua maneira de fazer propaganda, considerando e compreendendo o impacto da falta de representatividade, não só em suas metas financeiras, como também na autoestima das pessoas que até então estavam excluídas.

Fontes pesquisadas:

https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2020/02/por-que-o-oscar-ainda-tem-tanta-dificuldade-em-ser-inclusivo.html

https://minutosaudavel.com.br/autoestima/

http://avozdotriangulo.com.br/natalie-portman-borda-em-vestido-nomes-de-diretoras-esnobadas-pelo-oscar-2020/

https://www.cineclick.com.br/galerias/oscar-vencedores-30-anos-melhor-filmes

http://4buzz.com.br/imprimir-representatividade/

Mas afinal, o que significa Sororidade?

Quem tem acompanhado o BBB 20, assistiu o momento em que a cantora Manu Gavassi, utilizou a palavra sororidade para justificar o seu voto em um dos participantes. Que reagiu com dúvidas sobre o significado desta palavra.

Mas pelo jeito não é só o participante que desconhece o significado desta palavra. Digo isto pois, após o ocorrido a busca pelo termo sororidade aumentou 150% na internet.

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Mas afinal, o que significa sororidade?

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Quando penso sobre sororidade, me vem a ideia de companheirismo ou até a expressão “brotheragem” usada pelos homens, porém envolvendo as mulheres. Mas seria injusto parar por aí, simplificar o conceito e pronto.

Quando falamos em sororidade, o prefixo vem de “sóror”, também em latim, que significa “irmãs”. Portanto, a tradução livre seria algo como a união entre irmãs.

Que tem tudo a ver com ressignificar a ideia de rivalidade entre as mulheres, promovendo um elo de irmandade.

Sororidade envolve um olhar mais coletivo, sem julgamento, considerando e apoiando diferentes realidades femininas. Seja a mulher negra, a que sofre preconceito diante dos padrões de estética…e assim por diante. Para que também haja representatividade. Em breve conversaremos sobre essa palavra também.

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É um movimento que envolve união, empatia e companheirismo para combater a desigualdade de gêneros.

É importante destacar que a sororidade está estritamente ligada ao movimento feminista, afinal, é através dela que se cultivam hábitos em prol da reivindicação de direitos femininos e a propagação de ideias ligadas a causa.

De qualquer maneira, a sororidade faz parte do dia a dia de todas as mulheres e, se ainda não faz parte da sua, confira abaixo boas explicações sobre o porquê é tão importante levantar essa bandeira e falar sobre o assunto.

Porque precisamos falar sobre sororidade?

– Para que se quebre o estereótipo de rivalidade entre mulheres criadas pela sociedade machista;

– Para que mulheres apoiem umas nas outras para crescer juntas, apesar da clara desigualdade de gêneros, que traz injustiça e menores oportunidades para elas;

– Para que possamos empoderar umas às outras, nos fortalecendo para entender o nosso papel na sociedade e lutar pelos direitos das mulheres;

– Para que, juntas, as mulheres sejam fortes o suficiente para desconstruir conceitos machistas e ultrapassados da sociedade patriarcal;

– Para que mulheres em situação de risco de vida e abuso físico e psicológico possam ter amparo em outras mulheres;

– Para que cada mulher que caia, tenha uma outra mulher para lhe estender a mão;

– Para que uma mulher com privilégios possa ser empática e ajude outras mulheres que vivem à margem da sociedade;

– Para que toda vez que tentem silenciar a voz de uma mulher, milhares de outras vozes se ergam e falem por ela;

– Para que as mulheres possam viver em harmonia entre elas, para que possam elogiar e compartilhar sua admiração umas pelas outras;

– Para que se crie uma comunidade que divulga, compartilha e apoia o trabalho de mulheres, criando espaço no mercado, na política e em outros territórios.

A lista de motivos pelos quais é imprescindível que as mulheres compartilhem o conceito de sororidade é praticamente interminável. Afinal, reverter e compensar a falta de privilégios ao gênero feminino é um trabalho de centenas de anos, mas, que não pode parar.

Neste momento a sociedade caminha para um estado de consciência sobre os problemas que enfrenta. Cada dia mais espaços de debate se abrem, mais comunidades se unem e mais conquistas as mulheres alcançam. Por esse motivo, esse é o melhor cenário para seguir em frente e continuar fazendo cada vez mais! Vamos gerar mais e mais visibilidade para que um dia ninguém mais precise ser conscientizado de coisas tão óbvias como a equidade de gêneros.

Enquanto isso, contamos com a sororidade para que juntas sejamos mais fortes!!!

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Fontes para desenvolvimento do conteúdo:

https://www.msn.com/pt-br/estilo-de-vida/cabelo/saiba-o-que-%C3%A9-sororidade-e-porqu%C3%AA-%C3%A9-t%C3%A3o-importante-falar-sobre-isso/ar-BBTvnwd

https://revistaquem.globo.com/TV-e-Novelas/BBB/noticia/2020/02/manu-gavassi-do-bbb-20-faz-busca-pelo-termo-sororidade-aumentar-150.html

Fonte Fotos:

Imagem reprodução – Universa – Uol e Pinterest

Influências negativas: como lidar e afastá-las no ambiente de trabalho

O local de trabalho é onde muitas pessoas passam a maior parte de seu tempo. Em alguns casos, surgem relações de afinidade que podem até se tornar uma amizade para além do trabalho. Porém, em outros casos, é preciso saber lidar com pessoas com as quais não temos tanta afinidade assim.

O local de trabalho é um espaço de convívio social intenso. Ele reúne pessoas com personalidades diferentes, valores e pensamentos diversos. A intensidade deste convívio pode, às vezes, surtir frutos indesejados. Um deles é sofrer influências negativas de algum colega com o qual tenha que atuar. Mas o que afinal é influência negativa? Como ela pode interferir no trabalho? Como agir diante desta situação? Para as respostas para estas perguntas, acompanhe a leitura a seguir.

Influência negativa no trabalho

O local de trabalho é onde muitas pessoas passam a maior parte de seu tempo. Em alguns casos, surgem relações de afinidade que podem até se tornar uma amizade para além do trabalho. Porém, em outros casos, é preciso saber lidar com pessoas com as quais não temos tanta afinidade assim.

Alguns perfis são comumente encontrados no ambiente de trabalho, e são consideradas influências ruins por uma série de motivos. Alguém com influência negativa pode, além de se comportar de maneira inapropriada, levar outros colegas a fazerem o mesmo. Além disso, sua energia negativa pode ser desanimadora para os que estão à sua volta. Toda esta negatividade culmina em queda de motivação, de produtividade ou no surgimento de conflitos.

Quando falamos de influência de pessoas negativas, nos referimos a um incômodo sentido e cuja causa pode ser às vezes até desconhecida. Há diferentes perfis que podem se enquadrar dentre as influências negativas no trabalho. Veja alguns exemplos:

O acomodado

Há pessoas que preferem ficar na zona de conforto. Isto pode aparecer no comportamento de não cumprir suas obrigações, muitas vezes deixando o trabalho para os demais. Além dos prejuízos provocados pelo seu comportamento, este perfil de profissional pode ainda ser forte influência negativa para que os demais à sua volta façam o mesmo.

O incomodado

É também possível encontrar pessoas que nitidamente se incomodam com o bom desempenho de um colega. Elas podem se manifestar com falas maldosas, que tentam desvalorizar seu trabalho ou minar sua motivação.

O pessimista

O pessimismo é uma característica que pode fazer parte de um momento da vida de qualquer um. Contudo, há pessoas que parecem carregar uma nuvem cinzenta sobre suas cabeças. Elas basicamente se queixam de tudo, nunca conseguem ver um lado positivo para as coisas e apenas reclamam ou rejeitam as propostas de melhoria.

E aí, conhece alguém com um destes perfis em seu trabalho? Identificou-se com algum deles? Então, fique atento!

Cuidado para não se tornar uma influência negativa

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Às vezes, mesmo sem a intenção, nós mesmos podemos ser a influência negativa. Se você está cansado, sobrecarregado ou insatisfeito com sua rotina de trabalho, pode estar manifestando sua insatisfação aos demais.

Quer mudar este contexto? Então dê o primeiro passo. Quando não estamos satisfeitos com uma situação, precisamos agir para melhorá-la. Pode ser através da busca por um novo emprego, pela melhoria da rotina do trabalho atual, ou até mesmo por mudanças na vida pessoal que poderão melhorar seu bem estar e, consequentemente, seu trabalho.

Mas se você está convivendo com outra pessoa que seja uma influência negativa no trabalho, então, como agir?

Como evitar a influência negativa no trabalho

O que fazer para não absorver a energia negativa de outras pessoas no trabalho?

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Quando se fala em competências desejadas no ambiente organizacional, sempre aparece a inteligência emocional. Ela significa ter capacidade de reconhecer e lidar com a suas emoções e a dos demais.

Deste modo, a inteligência emocional irá lhe fortalecer para lidar com diversas questões do cotidiano de trabalho, inclusive com as influências negativas.

Pessoas inseguras, com baixa autoconfiança e autoestima são mais suscetíveis às influências negativas. Por isso, busque seu desenvolvimento pessoal para melhorar também seu desempenho e relações profissionais.

Algumas estratégias práticas do dia a dia são:

Evitar passar tempo sozinho com a fonte de influência negativa

Se você já identificou o perfil do colega, prefira estar com ele quando estiver em meio a outras pessoas. Isto possivelmente inibirá a sua postura, seja ela de reclamar, criticar, etc.

Evite polêmicas

Busque uma zona neutra. É preferível evitar assuntos e situações conflituosas, que costumam ser um prato cheio para pessoas com energia negativa.

Seja educado

Mesmo com o incômodo, continue sendo polido com o colega. Isolá-lo ou maltratá-lo não fará com que ele mude.

Foque no seu trabalho

Quanto mais foco conseguir manter em seu trabalho, mais fortalecido você estará para se proteger das influências negativas.

Fuja das influências negativas

Aqui, você conheceu mais sobre perfis de pessoas que são influências negativas no trabalho e suas consequências. Eu também dei algumas dicas sobre como evitar que estas influências o afetem.

Espero que este conteúdo tenha sido esclarecedor e seja útil para seu dia a dia. Caso ele tenha lhe ajudado, compartilhe-o e ajude outras pessoas.

Fonte: https://www.tuacarreira.com/influencias-negativas/#

Você é uma pessoa influenciável?

Se você acredita estar no grupo de pessoas que sofrem influência dos demais, saiba que é importante descobrir o seu porquê! E mais importante: como deixar de ser um sujeito influenciável e como ter suas opiniões e ideias sem interferência de outras pessoas.

Eis uma questão que é comum que em algum momento de nossas vidas, cheguemos a nos questionar. Certamente, muitas pessoas terão dificuldades de confessar que sim, principalmente porque em nossa sociedade admitir ser influenciável é o mesmo que declarar-se sem personalidade e fraco. No entanto, é fato que, mesmo as pessoas que se revelam bastante seguras e decididas, em alguns momentos acabarão sendo influenciadas positiva ou negativamente por alguém ou pelas circunstâncias.

Uma pessoa influenciável, em um conceito de fácil entendimento, é aquela que muitas vezes segue a opinião/ideia do outro, sem ao menos questionar a validade do que está sendo pensado e dito e até não considerar válido o seu próprio ponto de vista.

Na mente de uma pessoa que se deixa influenciar, muitas vezes passa que para ser aceita, é melhor não discutir e sempre concordar com o que os outros dizem e pensam.

Se você acredita estar no grupo de pessoas que sofrem influência dos demais, saiba que é importante descobrir o seu porquê! E mais importante: como deixar de ser um sujeito influenciável e como ter suas opiniões e ideias sem interferência de outras pessoas.

O budismo ensina a “influenciar o ambiente”, ao invés de deixar-se influenciar por ele.

Confesso que concordo plenamente com esse princípio e sei o quão possível ele é, mas, ainda assim, digo que é preciso muito treino, muita dedicação e atenção para não sucumbir vez por outra.

Por que você é influenciável?

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A questão pode ser difícil de ser respondida e, muitas vezes, as pessoas influenciáveis procuram ajuda de um psicólogo. Sabe-se que a psicologia tem um papel fundamental em orientar e auxiliar indivíduos que possuem qualquer transtorno que afete a saúde física e mental.

Claro que não só depender da orientação de um psicólogo é a ideia geral. Contudo, a reflexão interior e os questionamentos são essenciais para entender seu comportamento como indivíduo.

Pode-se afirmar que existem três fatores principais que afetam as pessoas influenciáveis e que as mantêm nessa “dependência”:

Relação íntima com certas pessoas: a família, parentes e amigos mais próximos são aqueles que mais exercem influência sobre você, suas escolhas e maneira de se comportar. Os exemplos são diversos: na escolha da profissão, do time de futebol favorito ou preferência religiosa.

Relação com a sociedade: em um grupo maior de membros, há aquelas que inspiram valores e comportamentos, como é o caso da influência política. Tem-se a mídia atualmente como um dos maiores influenciadores em massa.

Fatores psicológicos: é aqui que a psicologia entra, pois nossa motivação, personalidade, crenças, atitudes, percepções e aprendizagem são fortemente influenciadas.

Há muita discussão se as pessoas influenciáveis possuem problemas de segurança, isto é, se há medo e insegurança no momento de manter sua opinião, de não ser aceito, de não agradar as pessoas que estão a sua volta.

Por isso, ser influenciável é uma questão de segurança? A fragilidade que envolve a segurança pode ser considerada um dos fatores que fazem com que a pessoa se torne influenciável.

Como deixar de ser influenciável?

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Refletir sobre o que as influências fazem com sua vida é o ponto inicial. Nem toda influência é ruim, pelo contrário: algumas nos favorecem e nos fazem pessoas melhores.

Mas o jogo pode ser perigoso quando envolve valores e comportamentos questionáveis, aqueles que não só podem prejudicar a vida do influenciável, mas também das pessoas ao seu redor (família e relacionamentos, por exemplo).

O que mais pode fazer diferença na vida de pessoas influenciáveis é o desenvolvimento da autoconfiança! Esse sentimento parte do princípio de que nós devemos criar nosso poder pessoal e garantir a determinação em sempre realizar nossos propósitos.

Ser autoconfiante é firmar um compromisso com si mesmo: é mostrar que você é capaz, que pode confiar em si e que não precisa de decisões de outras pessoas para manter-se.

A autoconfiança permitirá que a felicidade e o bem-estar sejam cultivados. Ela ainda fará com que as pessoas não interfiram (ou deixem de interferir) em suas decisões, opiniões e valores: a autonomia é a sensação que você transmitirá para os demais!

Mesmo com nosso próprio senso crítico, decisões e responsabilidades pelas nossas escolhas, é interessante estar aberto a novos conselhos e opiniões. Mas cabe a cada um de nós filtrar as informações que recebemos e analisar se elas nos complementam.

Para aqueles que acham interessante buscar ajuda, um psicólogo é o profissional mais adequado, já que este intenciona levar as pessoas influenciáveis ao autoconhecimento, para que o ego seja fortalecido e que se criem percepções capazes de proporcionar a autonomia necessária para viver com suas escolhas, opiniões, comportamentos, personalidade e valores.

Só assim é possível eliminar as fontes de tamanha dependência emocional e finalmente, deixar-se influenciar apenas pelo que você realmente desejar. Permita-se ser você mesmo e ouse fazer suas próprias escolhas!

Fonte:

Pessoas Influenciáveis

https://vidaepsicologia.wordpress.com/2013/03/19/voce-e-uma-pessoa-influenciavel/

 

Primeiros passos para tirar a sua ideia do papel

Pare e pense em quantos projetos já sonhamos ao longo de nossas vidas: até quando éramos crianças, quantos abandonamos antes mesmo de tentar, por inúmeras razões?
Por isso, se você está lendo e pensando em algum sonho que já deixou pra trás ou está adiando, pare e reflita em tudo que está o impedindo, abra sua mente lendo as dicas e se prepare para tirar essa ideia do papel ou do seu imaginário.

Começar um novo projeto ou um novo negócio pode ser uma experiência muito emocionante, mas por trás disso existem muitos desafios e situações que podem ser verdadeiras barreiras, fazendo com que o sonho de colocar o projeto em prática seja deixado de lado. Muitas pessoas passam por momentos da vida em que estão infelizes com o que fazem, ou têm algum hobby que às vezes não está nos planos financeiros. Na sua cabeça, pode parecer uma confusão ou até um ótimo plano, mas você sente-se desmotivado para colocá-lo em prática.

Quando pensamos em mudança, costumamos associá-la com algo que nos traz medo e negatividade, pois saímos da nossa zona de conforto. Porém, basta paramos para pensar em várias coisas que vieram a partir do momento em que saímos dela: coisas que não teríamos feito, lugares que não teríamos descoberto, pessoas que não teríamos conhecido. E, convenhamos, você saiu da sua zona de conforto, mas não deu certo? Você com certeza aprendeu com isso, não é mesmo? Então, nenhuma tentativa é inútil.

Pare e pense em quantos projetos já sonhamos ao longo de nossas vidas: até quando éramos crianças, quantos abandonamos antes mesmo de tentar, por inúmeras razões? Por não acreditarmos que somos capazes – ou porque, talvez, não tivemos apoio o suficiente –, construímos uma barreira limitando nós mesmos, apoiando-nos em experiências não muito bem-sucedidas, no medo e na opinião dos outros; e todas essas coisas nos impedem de obtermos melhores resultados ou ir atrás de nossos sonhos.

Por isso, se você está lendo e pensando em algum sonho que já deixou pra trás ou está adiando, pare e reflita em tudo que está o impedindo, abra sua mente lendo as dicas e se prepare para tirar essa ideia do papel ou do seu imaginário. Começar um negócio próprio representa aproveitar e transformar um sonho em uma carreira profissional que traga felicidade e entusiasmo. Além do mais, construir algo com a sua cara e com a sua força de vontade é muito emocionante.

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Pense e reflita sobre os seus objetivos

Aqui, vale a pena usufruir das dicas de brainstorm colocar tudo aquilo que você pensa no papel. Pode parecer demais ou exagero, mas quanto mais você cava seus pensamentos e coloca isso em um papel, mais fácil fica visualizá-los, possibilitando, assim, visualizar detalhes que você nem imaginava que queria ou algo da sua personalidade que nem imaginava. Alguns sonhos podem até se conectar e se transformar em algo maior do que você esperava! Então, aqui o importante é você não ter vergonha na hora de escrever e nem superestimar o poder do seu pensamento. Afinal, nenhum sonho é tão grande demais quando você tem a força de vontade para realizá-lo. Seus sonhos também não precisam ser épicos e enormes para fazerem sentido, podem ser sonhos pequenos, o que importa é que eles o deixem realizado. Não se limite e não tente encaixar e se engessar. Escreva e pense em coisas que tenham um significado na sua vida.

Você tem que acreditar mais em si mesmo

Se você não acreditar em você mesmo e no seu projeto ou sonho, ninguém mais vai acreditar. O primeiro passo para começar tudo é confiar no seu potencial. Você pode ter a consciência de que existem pessoas melhores que você e que isso não desvaloriza tudo o que você é, mas o que importa é para quem você está desenvolvendo tudo isso. Você está ensinando, ajudando ou oferecendo algo para alguém que precisa e é isso o que realmente importa, então, você sempre será útil para melhorar a vida de alguém. Cada pessoa tem algo especial a oferecer e um jeito diferente de fazer isso.

Permita-se mudar de ideia

Você pode ter desejado ser professor e isso pode não ter dado certo; você pode ter tentado aprender a tocar violão e falhado miseravelmente; mas você tentou, não é mesmo? E isso é o que importa aqui. Você foi atrás daquilo que um dia achou que seria muito importante para você e, se percebeu que não deu certo, não pode se culpar por isso. A gente muda, amadurece, cresce e, às vezes, o que imaginávamos que seria importante para nós algum dia, hoje não se encaixa mais nos nossos gostos. Devemos aceitar esses fatos e partir para a próxima tentativa da realização. Muitas pessoas – e até você mesmo – vão julgá-lo por começar algo novo e renunciar a uma carreira estabilizada, mas aprenda a ouvir seus instintos. Não deixe a opinião de ninguém mudar a sua. Você nunca é velho demais para começar um projeto, talvez suas escolhas tomadas no passado tenham sido feitas justamente para a pessoa que você era no passado, e só.

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Não tem momento ideal para começar

Quando você tem uma grande ideia, não há momento ideal para começar. Talvez você comece agora e não dê certo, mas talvez esperar demais possa significar desistir de um sonho. Muitas vezes priorizamos outras coisas que consideramos importantes e deixamos de lado a realização de um projeto que poderia ter mudado nossas vidas. Não precisa mudar e começar assim de uma hora para outra, as coisas podem caminhar com um passo de cada vez. O importante é não procrastinar, experimentar e se permitir.

Seja persistente

Você vai encontrar muitas dificuldades no caminho, trabalhar e lutar pelo seu sonho vai ser muito maçante. Você vai falhar, vai cometer erros e enfrentará situações muito difíceis, mas o importante é levantar e continuar tentando aprender com os erros e com as situações adversas e seguir na positividade. Não existe caminho rápido para o sucesso, existe trabalho duro e perseverança. Assim, não vale a pena ficar remoendo e gastando energias com esse tipo de coisa. Talvez o começo não seja seu melhor trabalho e continuar pode ser difícil, então, por que não se esforçar para que seja ótimo? Toda história é diferente, mas por trás de todas elas têm uma lição. Quanto mais você aprende, mais confiante você fica.

Fonte: https://criatilha.com.br/

 

Como a paternidade ativa vem transformando o ser pai

De forma geral as propagandas e homenagens nos dias dos pais se resumem em ilustrar os momentos de brincadeiras com as crianças ou homens engravatados chegando do trabalho e sendo recebido pelos filhos. É recente o movimento paternidade ativa, que encerra a visão do pai provedor e vem discutir e reformular o papel do homem no cuidado dos filhos e, o coloca num papel ativo.

De forma geral, a discussão surge a partir de pai ativos que começaram a escrever seus dilemas e postar informações sobre o cuidado infantil, um assunto que de forma geral era exclusividade feminina. Paizinho, Vírgula! Pai Mala, Papo de Homem são exemplos de blogs e páginas que se dedicam a apresentar e discutir temas relacionados à paternidade e cuidado infantil. Para Giovan Sehn Ferraz, professor de história e pai de Sebastian de 2 anos, a participação masculina é praticamente inexistente em grupos na internet tradicionais.

“Iniciamos um tópico, por exemplo, sobre a questão do sono e de como era difícil para mim balançar ele todo dia e para Pati (companheira) acordar várias vezes à noite para dar o seio, e uma moça comentou falando da experiência dela que era muito semelhante, exceto que ela fazia tudo SOZINHA: balançar e acordar várias vezes para balançar mais e dar o seio. Então, se para nós já era difícil em dois, imagina para essa moça.”

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Segundo documento sobre paternidade ativa elaborado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o papel do pai na visão ativa é permeado por níveis. O nível prático é o homem cuidar e se preocupar com as necessidades e demandas dos filhos e estar atendo as tarefas domésticas. A presença emocional é o segundo nível e se caracteriza pela construção do vínculo e a ligação emocional com o filho. Transformação pessoal aparece num terceiro nível que é entender o papel e responsabilidade de ser pai e como isso afeta o nível social. Para Giovan “educação, cuidado, tudo. Não deveria ser visto como diferente do papel da mãe. Poucas coisas não podem ser feitas, como parir ou amamentar no seio, mas tudo o que não envolve uma diferença biológica óbvia deveria ser, por princípio, responsabilidade conjunta.”

Ainda é um desafio para os homens

Segundo informações sobre o dossiê Paternidade no Brasil, elaborado pelo Instituto Promundo em 2016, as políticas públicas relacionadas à paternidade não são abrangentes, o documento afirma que o setor privado precisa compreender que “as relações de trabalho, procedimentos e políticas internas estão intimamente ligadas às condições necessárias para produzir justiça social no campo da equidade de gênero”. Bruna Sinigaglia pesquisadora de gênero e mercado de trabalho do Programa de Pós-Graduação da Universidade de Cruz Alta, afirma que para garantir a permanência do homem em casa durante um período considerável ou até mesmo a redução de sua carga horária é necessário que as empresas colaborem para isso, “o pai precisa se fazer presente ele precisa estar diariamente compartilhando dos cuidados zelando pelos cuidados dos filhos assim como a mãe faz flexibilizando inclusive seus horários de trabalho para atender o filho.”

Para a pesquisadora as discussões em torno da paternidade ativa também se relacionam com a luta pela superação das desigualdades entre homens e mulheres e com o processo emancipatório da mulher. De acordo com Bruna “apesar de todas as mudanças sociais da contemporaneidade a mulher ainda está à frente nas atividades domésticas, dos cuidados com os filhos e são fatores que acabam impactando negativamente a sua profissão, pois gera um desgaste e uma menor disponibilidade que os homens.”

Uma paternidade mais ativa por parte dos homens além de colaborar com o bem-estar da família. Contribuí para que a mulher também possa se consolidar no mercado de trabalho com as mesmas condições que o homem. Bruna afirma que é “preciso que os pais tenham uma visão mais ativa do que precisa ser feito sem esperar com que as mães digam o que precisa ser feito.”

Como posso ser um pai ativo?

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Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), há 5,5 milhões de crianças brasileiras sem o nome do pai na certidão de nascimento. O abandono paterno é uma realidade cruel como afirma com o professor de história e pai do Sebastian, Gilvan “o abandono paterno existe em vários níveis, desde o pai que nega de fato o filho, não assume oficialmente, ao pai que faz tudo isso na teoria, mas na prática não: não é corresponsável pelo filho, apenas “ajuda”, é auxiliar, ou ainda que confunde paternidade com provimento financeiro. Então, penso que a paternidade deveria ser vista e compreendida em pé de igualdade à maternidade, como co-responsabilidade sobre os filhos, e não como acessório.”

Dessa forma é urgente que os homens passem a ser ativos, segundo a UNICEF pais ativos são aqueles homens que exercitam uma relação afetuosa e emocional com seu filho. Mantém uma relação que vá além do provimento financeiro, participam dos cuidados diários e da criação do seu filho. Compartilham com a mãe as tarefas de cuidados com o filho e com a casa e estão envolvidos e informados nos momentos do desenvolvimento do filho, gravidez, nascimento, primeira infância, infância e adolescência.

Ser pai segundo Giovan “é ser humano e se confrontar com isso diariamente, com nossas potencialidades e limites, com o complexo de nossa existência. É cuidar, amar, educar, ser referência. É se preocupar, se divertir, se estressar. Lidar, bem ou mal, com o cansaço e as incertezas, com não saber o que fazer com as birras, com o sono, com a alimentação. Mas também é se encantar com o desenvolvimento surpreendente daquele ser-humaninho, seus saltos e suas grandes descobertas cotidianas. Se alegrar com aquela risada mais gostosa do mundo e dar o seu melhor para lidar com os momentos mais difíceis. Acredito que ser pai ou mãe é tudo isso. Não deveria existir uma distinção fundamental entre ambos quanto a essas coisas.”

Fonte: Jornalista Responsável Carolina Moro (MTB 16364) para a Rádio Cidade FM, de Ibirubá/RS

Fonte fotos:

https://lunetas.com.br/situacao-da-paternidade-no-mundo-2019/

https://www.secad.com.br/blog/todas-as-outras/licenca-paternidade-o-que-mudou/

http://colecoes-literarias.blogspot.com/2015/08/tag-super-pai-literario-original.html

Situação da paternidade no mundo: falta licença, sobra trabalho!

Dividir igualmente entre homens e mulheres as atividades relacionadas à educação dos filhos e da casa parece ser um desafio…

O relatório “Situação da Paternidade no Mundo 2019” cobra por uma divisão justa do cuidado. O tempo de licença-paternidade reduzido é um dos entraves. Confira!

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Dividir igualmente entre homens e mulheres as atividades relacionadas à educação dos filhos e da casa parece ser um desafio global. O relatório anual “Situação da Paternidade no Mundo 2019”, publicado recentemente pela organização sem fins lucrativos Promundo, aponta que, por mais que 85% dos pais afirmem estar dispostos a se envolverem de forma mais ativa nas primeiras semanas e meses de cuidado de uma criança recém-nascida ou adotada, a maior parte da responsabilidade ainda recai sobre as mulheres. Entre as barreiras que impedem o equilíbrio está a desvalorização do cuidado e do trabalho doméstico não remunerados.

Além dos estereótipos construídos socialmente e que reforçam a ideia de que as mulheres são “mais capazes” do que os homens de cuidar das crianças, o documento sinaliza ausência de suporte governamental suficiente e de políticas públicas que garantam segurança financeira nas famílias para enfrentar essa realidade. Globalmente, as mulheres passam mais tempo (até dez vezes mais) em trabalho não remunerado, voluntário e doméstico. Também são as mulheres que somam mais horas em trabalho não remunerado e remunerado juntos.

Até o momento, nenhum país do mundo conseguiu atingir a igualdade no trabalho de cuidado não remunerado entre homens e mulheres. A análise de uso de tempo a partir de dados coletados em mais 40 países pelo relatório indica que está balança poderia ser mais justa se os homens se dedicassem pelo menos 50 minutos a mais por dia nos cuidados, e as mulheres 50 minutos a menos.

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Situação da Paternidade no Mundo 2019

 O State of the World’s Fathers, produzido pela ONG Promundo, é um relatório e uma plataforma de advocacy mundialmente reconhecidos e que visam mudar as estruturas de poder, políticas e normas sociais em torno do trabalho de cuidado e promover a igualdade de gênero. O documento foi lançado no dia 05 de junho na Conferência Women Deliver 2019, em Vancouver, Canadá, em um evento coorganizado pela Promundo e pela Dove Men+Care.

O relatório revela novos dados de pesquisas realizadas pela Dove Men+Care, da Unilever, em sete países (Argentina, Brasil, Canadá, Japão, Holanda, Reino Unido e EUA) e com a ONG Plan International Canadá, em quatro países, a partir de entrevistas e questionários conduzidos com cerca de 12.000 pessoas. “Situação da Paternidade no Mundo 2019” também inclui uma análise de dados da Pesquisa Internacional sobre Homens e Equidade de Gênero entre mais de 30 países.

Licença-paternidade

Mudar esse cenário exige mais do que boa vontade por parte de homens e mulheres. Outra barreira na promoção de igualdade é a falta de licença-paternidade adequada, junto com o baixo uso da licença quando disponível.

Nos sete países de renda média e alta, em que a pesquisa foi realizada, mais de 65% das mulheres afirmam que as mães teriam melhor saúde física e mais de 72% afirmam que teriam melhor saúde mental se os pais tirassem pelo menos duas semanas de licença-paternidade. Apesar disso, menos da metade (48%) dos países no mundo oferece licença-paternidade paga. Quando a política é garantida, ela é geralmente inferior a três semanas ou de apenas alguns dias.

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“As mulheres querem que os homens tirem licença-paternidade e dizem que isso melhoraria sua própria saúde”, revela o documento.

A insegurança financeira das famílias também influencia o envolvimento dos homens no cuidado, o que acaba se tornando uma razão para não usufruir da licença parental, conforme garante até 76% das mães (Reino Unido) e 59% dos pais (Canadá) dos sete países de renda média e alta pesquisados. Fatores como conflitos, guerras e instabilidade política também se apresentam como grandes desafios para o cuidado.

No Brasil, todos os pais empregados com carteira assinada têm o direito à licença-paternidade de cinco dias. Essa licença pode ser estendida para 20 dias nos casos em que a empresa está inscrita no Programa Empresa Cidadã.

Alimentar, trocar fralda e dar banho nas crianças ainda são tarefas de cuidado associadas às mulheres por parte significativa dos participantes das pesquisas realizadas pela Promundo e parceiros, em todas as regiões do mundo. A ideia de “competência” também assombra a realidade parental: no Canadá, Holanda, Japão e Reino Unida, os homens confiam muito mais em suas parceiras do que o contrário.

“Quando os pais assumirem uma parte igualitária do trabalho de cuidado, isso acelerará o progresso para esta geração e para a próxima, ajudando suas/seus filhas/os a apoiarem a equidade de gênero e a quebrarem estereótipos”, garante o estudo.

Recomendações

O relatório “Situação da Paternidade no Mundo 2019” convida todos os países e a sociedade civil a se comprometer com ações que apoiem a participação ampliada dos homens no trabalho de cuidado não remunerado. Garantias de extrema importância e urgência são: educação e creches acessíveis, salários dignos e licença-parental igualitária, totalmente paga e intransferível. Ao todo, o documento apresenta cinco recomendações para preencher a lacuna do cuidado não remunerado:

1- Melhorar leis e políticas;

2- Transformar normas sociais de gênero;

3- Construir segurança física e econômica para famílias;

4- Ajudar casais e cuidadores a prosperar coletivamente;

5- Colocar o cuidado individual dos pais em ação.

Além do documento, a campanha Mencare lança o Compromisso Homens Cuidam, com o objetivo de orientar os pais e facilitar a construção de um cenário em que homens possam assumir 50% dessas funções até 2030. As pessoas podem se engajar nas discussões online sobre o tema usando #WorldsFathers.

“Não estamos apenas convocando pais a exercerem pequenos gestos que demonstram igualdade. Também não se trata de celebrar algumas poucas conquistas que os homens já deveriam estar fazendo. Estamos buscando igualdade plena. É preciso transformar o mundo ao redor dos indivíduos para que se acredite que o cuidado importa e que ele precisa ser igualmente compartilhado” (tradução nossa), diz o texto do relatório.

Por isso, tanto governos quanto empregadores têm papel na criação de políticas que apoiem pais e mães, cuidadores e famílias, em toda a sua diversidade, a prosperarem. Valorizar o trabalho não remunerado é uma tarefa coletiva.

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Fonte matéria: https://lunetas.com.br/situacao-da-paternidade-no-mundo-2019/

Fonte imagens: https://www.meliuz.com.br/blog/como-surgiu-dia-dos-pais/

https://mamaetagarela.com/como-o-pai-afeta-o-recem-nascido/

Por que a maternidade está se tornando um incentivo ao empreendedorismo feminino?

A possibilidade de prosperar financeiramente ao mesmo tempo em que se mantêm próximas de seus filhos têm se tornado atraente para muitas mulheres

O empreendedorismo está se estabelecendo como tendência para um número cada vez maior de mães e a razão disso não podia ser outra: a possibilidade de prosperar financeiramente ao mesmo tempo em que se mantêm próximas dos filhos. Segundo pesquisa feita pela Rede Mulher Empreendedora (RME), uma plataforma de apoio ao empreendedorismo feminino do Brasil, 75% das mulheres empreendedoras no Brasil criaram seus próprios negócios após se tornarem mães. Além disso, de cada 100 empresas abertas no país, 52 são administradas por mulheres.

A tarefa, assim como a de todo empreendedor, não é fácil. É necessária uma busca contínua pela boa administração do tempo ao lado de firme determinação pelo sucesso. “Empreendedores têm uma essência mais inquieta e esse ponto forte é, sem dúvida, um motor capaz de fazer a engrenagem funcionar – mesmo com um bebê no colo”, conta a mãe empreendedora Talita Scotto, de São Paulo, em artigo recentemente publicado sobre o tema.

O fato de poderem estar mais próximas dos filhos, faz com que o esforço de empreender tenha muito valor para essas mulheres. Principalmente porque é na infância que a criança forma seu caráter e personalidade, e é onde a compreensão de regras e valores acontece. Para ajudar essas mães, há inclusive espaços que estão se especializando em atender esse tipo de público, criando ambientes profissionais onde mães e filhos possam ficar lado a lado. Um deles é o Hug Spot, em São Paulo, que criou um espaço compartilhado e integrado, que atende crianças de 6 meses a 4 anos de idade.

Inflexibilidade corporativa abre espaço ao empreendedorismo

Mas, diferentemente do que é oferecido neste coworking e em algumas empresas, nem todo lugar está preparado a receber mulheres que se tornaram mães. A legislação atual, apesar de alguns avanços na licença maternidade, ainda não é a melhor para atender ao necessário novo arranjo familiar que começa com a chegada de um filho.  Por isso, não é raro ver crianças que sequer completaram um ano indo para creches e ficando por lá inclusive em período integral. Essa falta de sensibilidade e flexibilidade do mundo corporativo acaba sendo outro motivador para que elas procurem o empreendedorismo.

Mãe de duas meninas pequenas, a jornalista e fotógrafa curitibana Vanessa Malschitzky Grahl, conta que hoje tem muito mais tranquilidade para atender as filhas. Quando a mais velha, Manuella, nasceu, ela trabalhava em empresas de assessoria de imprensa. Hoje ela tem sua própria empresa de fotografia e a dirige ao lado de sua pequena Heloísa. A diferença que vê no desenvolvimento dela, que é sua filha mais nova, a faz pensar no que perdeu do tempo em que Manuella era bebê. “Estou tendo tempo de ver cada descoberta da Heloisa, cada progresso e cada novo passinho. Isso não tem preço”, diz.

A rotina não é das mais fáceis, conta ela. Pela manhã, Vanessa dá conta do cuidado com as duas filhas até que a Manuella vá para a escola. Durante a tarde, quando apenas Heloísa está em casa, o trabalho ainda é grande. É quando elas vão para a cama, à noite, que ela põe em ordem o trabalho. “Muitas vezes vou dormir as 5h/6h da manhã e muitas outras eu acordo neste horário para trabalhar”, conta. Mas apesar disso, o fato de estar mais perto das filhas, para ela, é recompensador. “Hoje priorizo o que de fato importa e o que me engrandece: minhas filhas”, comenta.

Oportunidade com a maternidade

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Há ainda quem veja na chegada da maternidade um nicho para desenvolver um novo negócio. É o caso de Paola Preusse, que criou o blog Maternidade Colorida, para compartilhar tudo o que estava vivendo na nova fase da vida. Formada em nutrição, ela percebeu que poderia unir a maternidade e sua profissão em um único universo. Com o sucesso de suas publicações, o empreendedorismo lhe apareceu com a criação de uma loja virtual.

O intuito do espaço é oferecer aos pais opções de comidas saudáveis e atraentes para os filhos, mostrando que é possível oferecer uma alimentação nutritiva às crianças, mesmo com a correria do dia a dia. “A rotina familiar, o alto custo dos alimentos e até a falta de prática dos pais, na cozinha, tem impossibilitado a oferta de opções boas que agradem ao paladar infantil”, conta Paola. Por isso, na loja virtual ela vende cestas com produtos frescos e que possam atender às famílias da melhor maneira possível. Além disso, nas redes sociais ela auxilia os pais na melhor maneira de conservar e preparar os alimentos.

Fonte:https://www.semprefamilia.com.br/por-que-a-maternidade-esta-se-tornando-um-incentivo-ao-empreendedorismo-feminino/

A dupla jornada de trabalho: mães esgotadas com Síndrome de Burnout

A mãe perfeita não chora, não se desespera, não perde a sanidade e, acima de tudo… não existe.

Certa vez li uma frase que vem a calhar: “A mãe perfeita não chora, não se desespera, não perde a sanidade e, acima de tudo, não existe”. No entanto, às vezes exigem muito de si, porque querem ser mães perfeitas. Como resultado, acabam exaustas, física e mentalmente, por isso não é surpresa constatar que algumas sofrem a síndrome de burnout.

O que é a Síndrome de Burnout?

Síndrome de Burnout é uma resposta do corpo quando ele foi é submetido a um estresse prolongado e intenso, tanto física quanto emocionalmente. Este é um problema comum para os profissionais que trabalham em contato direto com pessoas em situações de alto estresse, como médicos e enfermeiras.

Na verdade, está síndrome foi descrita pela primeira vez no final dos anos 60 para se referir ao desgaste sofrido por policiais. Psicólogos, assistentes sociais e operadores de telemarketing são algumas das profissões mais expostas a este problema.

O principal problema é que a síndrome de burnout provoca uma série de sintomas que são facilmente confundidos com os de outras doenças. Na verdade, ele provoca sintomas psicossomáticos, como dores de cabeça recorrentes, insônia, fadiga severa e dificuldades gastrointestinais. Ele também é acompanhado de alguns sintomas emocionais, como ansiedade, depressão, irritabilidade e distanciamento afetivo.

Além disso, as pessoas com síndrome de burnout se sentem oprimidas e cansadas. Na verdade, muitas vezes elas experimentam sensações intensas de desamparo e desespero desde a hora em que acordam. Em última análise, se este problema não for tratado, vai acabar levando o doente a sofrer de anedonia; ou seja, você perde a capacidade de sentir prazer.

Por que as mães sofrem da Síndrome de Burnout?

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Ser mãe é um trabalho em tempo integral, 24 horas por dia, 365 dias por ano. A isto se acrescenta que muitas mulheres também trabalham e realizam a maior parte das tarefas domésticas. Em muitas ocasiões, assim que acabam de limpar a casa e colocar tudo em ordem, descobrem que já está tudo sujo e bagunçado novamente, o que cria um intenso sentimento de frustração e impotência que as faz questionar o sentido e o valor do que elas estão fazendo.

Este problema ganhou ainda mais força nos últimos tempos, como muitas mulheres também sentem a necessidade de serem mães perfeitas, acompanhar os seus filhos nas atividades extracurriculares e, com esse esforço extra, evitar todos os tipos de problemas. Este estilo de parentalidade, chamado de hiperpaternidade, acelera ainda mais o processo de exaustão e aumenta o estresse. Na verdade, tudo leva a crer que as mães superprotetoras correm maior risco de desenvolver distúrbios emocionais, como depressão.

Além disso, a síndrome de burnout se alimenta da sensação de falta de controle compartilhada por muitas mães. Elas gostariam de proteger seus filhos, mas se percebem muitas vezes inseridas em situações de impotência. Essa sensação de incerteza e imprevisibilidade acaba sendo muito desgastante do ponto de vista emocional.

Como evitar este problema?

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– Aprenda a priorizar as tarefas realmente importantes. Se no final do dia não tiver feito tudo o que você tinha planejado em sua agenda, não se preocupe.

– Reserve algumas horas apenas para você. Com crianças, é difícil encontrar tempo para você, mas se não se esforçar, será sempre relegada a segundo plano em sua própria vida. Portanto, não se esqueça de reservar algumas horas para relaxar. Você pode se dedicar ao que você mais deseja, como assistir a um bom filme, ler, comer com os amigos ou tomar um banho relaxante.

– Peça ajuda. Não há nada errado em se apoiar nas pessoas mais próximas, como seu parceiro, pais ou amigos. Na verdade, se você espalhar as tarefas domésticas mais equitativamente, terá mais tempo para si mesma, você vai estar mais relaxada e vai melhorar o relacionamento com sua família.

– Adotar um estilo de vida mais saudável, faz uma baita diferença. O estresse não é apenas um problema emocional, mas também é determinado pelo seu estilo de vida. Uma dieta saudável, prática de atividade física e o aprendizado de técnicas de relaxamento irá ajudá-la a evitar o stress.

 

(Texto originalmente publicado no site Etapa Infantil, traduzido e adaptado pela equipe da Revista Pazes)

3 dicas para mães se livrarem da perfeição no trabalho

Embora a paralisia da perfeição seja algo com que muitas pessoas lidem em todas as fases de suas carreiras, as mães com trabalho remunerado podem se ver ainda mais afetadas, já que lidam com o perfeccionismo profissional e na figura materna…

A maioria das mães, já teve esse sentimento: sem saber exatamente o que fazer, em seguida se deparam assustadas. Sofrem de paralisia da perfeição, presas a um ciclo aparentemente interminável.

A perfeição é tão ofuscante que faz com que até mesmo os indivíduos mais ambiciosos e trabalhadores fiquem congelados de medo. Esse medo de não ser, fazer ou se sentir bem o suficiente acaba por cobrar um preço, na maioria das vezes, muito mais alto para as mulheres do que para os homens. Pense na maternidade: podemos todas nos resignar a uma vida de infinita frustração.

Embora a paralisia da perfeição seja algo com que muitas pessoas lidem em todas as fases de suas carreiras, as mães com trabalho remunerado podem se ver ainda mais afetadas, já que lidam com o perfeccionismo profissional e na figura materna. Há uma ideia de que, para ser um bom funcionário, você tem de estar acessível 24 horas por dia e ser capaz de viajar ou alterar planos a qualquer momento. E, para ser uma boa mãe, você deve estar disponível para seus filhos 24 horas por dia, 7 dias por semana, e lidar graciosamente com a multiplicidade de solicitações, tarefas e necessidades dos pequenos, enquanto ainda cantarola canções de ninar e assa um bolo.

As mães que trabalham têm de arranjar uma saída de seus próprios jeitos. De alguma forma, as mulheres são criadas para serem todas as coisas para todas as pessoas em todos os momentos. Dada a nossa inclinação para nutrir e estar a serviço dos outros, não é surpresa que a maioria das mulheres aproveite a função multitarefa e esteja no topo. O que acontece com demasiada frequência é que elas continuam a elevar o nível e exigem o melhor de si sempre. Antes de sabermos, a perfeição é o objetivo, e alcançá-lo é impossível.

Segundo as autoras Joan C. Williams e Rachel Dempsey, mães que trabalham fora são atormentadas pela síndrome Prove-It-Again no escritório. Em suas pesquisas, elas descobriram que profissionais que são mães são repetidamente forçadas a provar seu valor e competência aos seus colegas e empregadores. Essa síndrome é mais aparente quando as mulheres retornam ao trabalho após a licença-maternidade. Elas continuam a lutar pelo perfeccionismo e temem desapontar as pessoas ao seu redor. Infelizmente, a pressão de ser mãe e funcionária perfeita aumenta durante esse período crucial e, eventualmente, leva ao esgotamento.

A perfeição é uma sugadora de tempo. Não há horas suficientes no dia para ser perfeita, e errar é humano. Quanto mais aceitarmos esse fato, mais saudáveis ​​e felizes serão nossas vidas.

Ser perfeita também não deve ser usado como um distintivo de honra. A única batalha que você está ganhando é aquela que está a prendendo. A perfeição é a busca fútil de um objetivo inatingível. Repita comigo: perfeição é a busca fútil de um objetivo inatingível. Se você almeja a perfeição, você falhou antes mesmo de começar. Você se deve mais do que isso.

Veja abaixo, 3 maneiras de diminuir o desejo de perfeição e ampliar sua eficiência em casa e no escritório:

#1 LIBERTE-SE

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Desistir da noção de perfeccionismo e encontrar maneiras de ser bem-sucedida em seus próprios termos é a chave para se sentir confiante em suas decisões. As redes sociais projetam um sentido alterado e um tanto falso da realidade de outra pessoa. Ainda que alguns momentos profissionais e pessoais da vida exijam um desempenho excepcional, isso não equivale à perfeição. Ser boa é ser boa o suficiente. E como Sheryl Sandberg, COO do Facebook, insiste em dizer: “Feito é melhor que perfeito”.

#2 AVALIE SE VALE A PENA

3 dicas para mães se livrarem da perfeição no trabalho #2 Avalie se vale a pena

Considere o retorno que você terá em relação ao tempo gasto no trabalho. É o que se chama R.O.T. (Return on Time, ou Retorno pelo Tempo Gasto, em tradução livre). Passar horas para ajustar um projeto realmente valerá a pena? Ou ele já está “bom o suficiente?” Frequentemente, precisamos socializar nosso trabalho, interagir com os outros e depois incorporar o feedback antes de o finalizar. Monitorar seu R.O.T. é especialmente útil na hora de se planejar. E isso poderá tirá-la do escritório a tempo de dizer “boa noite” ou passear com seus filhos.

#3 PRIORIZE SUAS TAREFAS

3 dicas para mães se livrarem da perfeição no trabalho #3 PRIORIZE SUAS TAREFAS (1)

Funcionárias mães são multitarefas fenomenais. O movimento é sem esforço de uma tarefa para outra. Concentram atenção no dever em mãos e aproveitam ao máximo as restrições de tempo. Se você sabe que tem de pegar seu filho na creche às 17h30, isso a obriga a estruturar o dia de acordo com esse compromisso e a não perder tempo.

 

Fonte:https://forbes.uol.com.br/carreira/2018/08/3-dicas-para-maes-se-livrarem-da-perfeicao-no-trabalho/