Eu X O mundo – Escolha e gestão da carreira

Gerir a carreira está se tornando uma tarefa bastante complexa. O mundo ficou maior, pois temos informações na ponta dos dedos, acessando facilmente o mundo através na internet, o que nos coloca diante de oportunidades e ofertas que não se imaginava algum tempo atrás. O fato do universo ter ficado maior e com muito mais opções não torna a vida, quando se trata de escolha profissional, mais fácil. Afinal, diante de tantas alternativas, a sensação de não ter feito a escolha certa ou de ter que abrir mão de muitas outras possibilidades é realmente bem angustiante.

Por outro lado, a impossibilidade de conhecer melhor tantas carreiras e a falta de incentivos para que os jovens possam conhecer minimamente diversas profissões é grande, e não é raro que acabem por escolher aquelas que tenham maior visibilidade, principalmente através das mídias – impressa, televisiva e principalmente sociais. Muitas vezes o critério de escolha é baseado em fatores externos, na sua maioria em status e remuneração.

Minha preocupação continua, pois os aspectos que apresentei até o momento estão relacionados à percepção do mundo externo que nos cerca, porém o que pode dificultar ainda mais a escolha e a autogestão da carreira é falta de autoconhecimento. Pode parecer uma palavra autoelucidativa, mas se conhecer leva tempo. Há muito pouco espaço e incentivo no meio acadêmico para aprofundar essas questões, que muitas vezes é percebida como menos importante diante das ciências duras. Refletir sobre os próprios valores, o que motiva, agrada, desagrada, entusiasma, entristece; quais são as crenças… Enfim, se reconhecer minimamente facilita a identificação de atividades que tenham maior aderência com quem se é. De certa maneira, boa parte das escolhas que fazemos na vida estão baseadas nos valores e nas crenças que possuímos. Sem ter consciência delas, as escolhas tendem a ser bem frustrantes.

É verdade também que não é possível evitar as frustrações e que viver e experimentar faz parte do processo de aprendizado e amadurecimento pessoal e profissional, mas poderia ser mais incentivada a reflexão sobre as experiências vividas, principalmente pelos mentores desses jovens, sejam eles os pais, professores e até os gestores das empresas.

Por trabalhar com carreiras e ver no dia a dia a importância de um bom mentoring na vida profissional dos alunos, costumo dizer que a sala de aula é um ótimo local para discutir sobre desenvolvimento ou início de carreira.

Mas talvez você se pergunte como engajar o estudante neste assunto. Afinal, teoricamente, ele já optou por uma profissão porque está em um curso técnico ou universitário. É aí mesmo que está a resposta: neste começo de carreira surgem dúvidas, “medos”, desafios e muitas vezes os alunos necessitam de conselhos, exemplos ou até mesmo tirar dúvidas sobre possíveis cargos que têm vontade de exercer.

O professor pode então assumir o papel de estimulador em sala de aula sempre que possível, levando os estudantes a refletirem sobre o mundo que os cerca. É importante fazer links com o mercado de trabalho, expandir o horizonte, mostrar que eles podem ser um de vocês, professores. Além do ponto-chave: compartilhar experiências. Exemplos reais são aqueles em que os alunos podem se identificar e, quem sabe, usá-los como base durante sua jornada profissional, atrelada ao que está cursando ou não.

Afinal, como disse alguns parágrafos acima, o mundo é muito grande e o leque de oportunidades também. Basta os estudantes estarem prontos para encarar os desafios que terão pela frente, utilizando a ajuda que proporcionamos um dia.

Fonte:

https://www.ibm.com/developerworks/community/blogs/05f3523c-417c-426d-8251-9d9b1486a2da/entry/eu_x_o_mundo_%E2%80%93__escolha_e_gestao_da_carreira?lang=en

Créditos da imagem:

http://blog.convenia.com.br/gestao-carreira/

4 erros dos líderes de Game of Thrones que você não deve cometer

Em meio a muitas histórias, reviravoltas, batalhas e mortes chocantes, Game of Thrones tem algumas lições que são valiosas para a administração.

Já com sete temporadas, a série Game of Thrones se encaminha para sua reta final. A série é um fenômeno mundial, exibida em 186 países e territórios, e desde suas primeiras temporadas desperta muitas teorias e análises entre os fãs. Nesses sete anos de exibição, foram muitas histórias, reviravoltas, batalhas e mortes chocantes. Mas em meio a todo esse drama, algumas lições são valiosas para a administração. Confira alguns dos maiores erros de liderança cometidos pelos personagens da série que você nunca deve cometer:

  1. Ignorar a concorrência

Enquanto a Guerra dos Cinco Reis e todas as suas repercussões tomavam conta de Westeros, do outro lado do oceano, Danaerys Targaryen crescia e formava alianças. Aos poucos, foi conquistando os títulos que hoje carrega: Khaleesi dos Dothraki, Mãe dos Dragões, Rainha de Mereen, Quebradora de Correntes… Ninguém deu atenção à herdeira Targaryen até que ela chegasse a Westeros com seus exércitos e dragões. Em um negócio, ignorar ou subestimar a concorrência é um grande problema, já que em pouco tempo, um concorrente distante pode virar competição direta e conquistar os seus clientes.

  1. Esperar que sempre concordem com você

Jon snow, ao abrir as muralhas para os “selvagens”, precisou comprar briga com todo mundo. Ele sabia que era o certo a se fazer, para proteger outros seres humanos e ainda impedir que o exército da noite ficasse ainda maior. Mas ele esperou que apenas sua palavra com o lorde comandante conseguisse convencer as pessoas. Resultado: acabou sendo esfaqueado até a morte por vários de seus companheiros. É claro que Snow não é culpado pelas ações dos colegas, mas sua inabilidade de manter a paz e reconhecer o descontentamento de seu grupo foi uma grande falha. Se você ocupa uma posição de liderança, lembre-se que não pode simplesmente esperar que todos concordem com suas escolhas e sigam os seus comandos sempre.

  1. Foco excessivo

Quando criança, Cersei Lannister escutou uma profecia que dizia que ela seria rainha, mas seu posto seria tomado por outra mais jovem e mais bonita. A ocasião impressionou a garota, que cresceu ambiciosa e desconfiada. Ao assumir o trono como rainha regente, porém, o medo de perder o poder se tornou uma obsessão. O trono de ferro de Porto Real é o único foco da rainha e, com as escolhas que fez para se manter na posição, acabou perdendo seus três filhos. Ela é rainha, mas, por não saber enxergar nada, além disso, está cercada de inimigos. É importante ter foco, mas em qualquer negócio, você não pode perder as perspectivas de todo o resto que está acontecendo. Focar excessivamente em algo pode te deixar preso mentalmente, impossibilitando o crescimento e até contribuindo para o seu fracasso.

  1. Ouvir os outros demais

Escutar aliados e conselheiros é importante, mas é preciso saber também quando confiar nos seus instintos. Danares Tragarem, ao chegar a Westerns, resolveu não usar seus dragões e seguir planos traçados por Trino, e todos acabaram dando errado. Algo que Olenna Tyrell, com seus muitos anos de experiência, já havia alertado que poderia acontecer. A lady disse à rainha: “Eu conheci muitos homens inteligentes e vivi mais que eles. Sabe como? Eu ignorei todos”. Por isso, na hora de administrar um negócio, é necessário estabelecer um equilíbrio, seguir os conselhos dos outros e tomar decisões com base nas suas próprias experiências.

Fonte:

http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/4-erros-dos-lideres-de-game-of-thrones-que-voce-nao-deve-cometer/106554/

Créditos da imagem:

http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/4-erros-dos-lideres-de-game-of-thrones-que-voce-nao-deve-cometer/106554/

Em meio a muitas histórias, reviravoltas, batalhas e mortes chocantes, Game of Thrones tem algumas lições que são valiosas para a administração.

Já com sete temporadas, a série Game of Thrones se encaminha para sua reta final. A série é um fenômeno mundial, exibida em 186 países e territórios, e desde suas primeiras temporadas desperta muitas teorias e análises entre os fãs. Nesses sete anos de exibição, foram muitas histórias, reviravoltas, batalhas e mortes chocantes. Mas em meio a todo esse drama, algumas lições são valiosas para a administração. Confira alguns dos maiores erros de liderança cometidos pelos personagens da série que você nunca deve cometer:

  1. Ignorar a concorrência

Enquanto a Guerra dos Cinco Reis e todas as suas repercussões tomavam conta de Westeros, do outro lado do oceano, Danaerys Targaryen crescia e formava alianças. Aos poucos, foi conquistando os títulos que hoje carrega: Khaleesi dos Dothraki, Mãe dos Dragões, Rainha de Mereen, Quebradora de Correntes… Ninguém deu atenção à herdeira Targaryen até que ela chegasse a Westeros com seus exércitos e dragões. Em um negócio, ignorar ou subestimar a concorrência é um grande problema, já que em pouco tempo, um concorrente distante pode virar competição direta e conquistar os seus clientes.

  1. Esperar que sempre concordem com você

Jon snow, ao abrir as muralhas para os “selvagens”, precisou comprar briga com todo mundo. Ele sabia que era o certo a se fazer, para proteger outros seres humanos e ainda impedir que o exército da noite ficasse ainda maior. Mas ele esperou que apenas sua palavra com o lorde comandante conseguisse convencer as pessoas. Resultado: acabou sendo esfaqueado até a morte por vários de seus companheiros. É claro que Snow não é culpado pelas ações dos colegas, mas sua inabilidade de manter a paz e reconhecer o descontentamento de seu grupo foi uma grande falha. Se você ocupa uma posição de liderança, lembre-se que não pode simplesmente esperar que todos concordem com suas escolhas e sigam os seus comandos sempre.

  1. Foco excessivo

Quando criança, Cersei Lannister escutou uma profecia que dizia que ela seria rainha, mas seu posto seria tomado por outra mais jovem e mais bonita. A ocasião impressionou a garota, que cresceu ambiciosa e desconfiada. Ao assumir o trono como rainha regente, porém, o medo de perder o poder se tornou uma obsessão. O trono de ferro de Porto Real é o único foco da rainha e, com as escolhas que fez para se manter na posição, acabou perdendo seus três filhos. Ela é rainha, mas, por não saber enxergar nada, além disso, está cercada de inimigos. É importante ter foco, mas em qualquer negócio, você não pode perder as perspectivas de todo o resto que está acontecendo. Focar excessivamente em algo pode te deixar preso mentalmente, impossibilitando o crescimento e até contribuindo para o seu fracasso.

 

  1. Ouvir os outros demais

Escutar aliados e conselheiros é importante, mas é preciso saber também quando confiar nos seus instintos. Danares Tragarem, ao chegar a Westerns, resolveu não usar seus dragões e seguir planos traçados por Trino, e todos acabaram dando errado. Algo que Olenna Tyrell, com seus muitos anos de experiência, já havia alertado que poderia acontecer. A lady disse à rainha: “Eu conheci muitos homens inteligentes e vivi mais que eles. Sabe como? Eu ignorei todos”. Por isso, na hora de administrar um negócio, é necessário estabelecer um equilíbrio, seguir os conselhos dos outros e tomar decisões com base nas suas próprias experiências.

Fonte:

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Como Ajudar os Filhos na Escolha da Profissão

A fase pré-vestibular que antecede o momento da escolha da profissão do filho, costuma gerar nos pais uma certa apreensão no momento em que o filho precisa decidir o rumo de sua carreira. Muitos perdem o sono sem saber direito como agir e ajudar nessa situação tão inusitada na vida dos jovens.

Ser assertivo demais ou manter-se neutro podem ser atitudes igualmente prejudiciais nessa hora. Toda cautela é bem-vinda.

Para os adolescentes é certamente um momento de muito conflito, pois além de enfrentar as transformações desta fase (corporais, psicológicas e sociais), existe a decisão profissional a ser feita.

O atual contexto do mercado de trabalho, das empresas, e da sociedade, dentro de um mundo globalizado, dinâmico e mais competitivo, onde um bom diploma universitário por si só, não garante sucesso profissional, assim como um emprego promissor não assegura o futuro almejado, são fatores que devem ser levados em conta em um momento de escolha profissional.

Dentro deste cenário atual e ainda tendo o jovem, várias opções de cursos, o planejamento da carreira vem adquirindo grande importância, principalmente para os jovens em fase de escolha.

Todo processo de escolha profissional e planejamento da carreira deve necessariamente começar pelo autoconhecimento. Se o jovem não identifica bem seus interesses, motivações, valores, objetivos, suas potencialidades e limitações, não conseguirá fazer uma escolha profissional favorável.

Ajudar o jovem a identificar suas habilidades naturais, interesses, estimular a reflexão, são iniciativas importantes dos pais para estimular o autoconhecimento, bem como incentivar o jovem a buscar informações sobre as profissões e sobre o mercado de trabalho. Mas, é importante eles estarem atentos para o fato de que os filhos precisam se esforçar nessa missão. Eles devem apenas orientar e os jovens é que deverão ir à luta, pois o mercado de trabalho cobrará deles no futuro características de iniciativa e atitude.

De pai para filho:

Dicas de como se comportar no momento da escolha profissional dos filhos

  • Estimule a reflexão e a busca do autoconhecimento;
  • Procure não colocar sua expectativa de sucesso em cima dele;
  • Habilite-se para ouvir as angústias e interesses dele, que podem ser muito diferentes do seu neste momento;
  • Ajude o jovem a sair em busca de informações da profissão que escolheu no mercado, nas faculdades, mas não faça o serviço por ele, deixe que ele se esforce e apenas oriente;
  • Mantenha sempre aberto o diálogo. Esteja mais próximo e disponível possível;
  • Cuidado para não influenciar seu filho a abraçar uma profissão que você gostaria de ter seguido;
  • Certifique-se que ele fez de tudo para escolher o que realmente quer;
  • Esteja atento para que a escolha não esteja baseada apenas no prestígio e/ou retorno financeiro. A questão financeira é importante, mas é preciso levar em conta também outros valores; ele deve escolher algo que lhe proporcionará satisfação e realização profissional;
  • Se perceber que seu filho está com dificuldade para a escolha, o que é normal no contexto atual do mercado de trabalho indique o processo de orientação profissional para ajudá-lo.

Fonte:

http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/como-ajudar-os-filhos-na-escolha-da-profissao/25082/

Créditos da imagem:

https://www.erasto.com.br/noticias/conheca-os-5-erros-que-os-pais-cometem-na-hora-de-ajudar-seus-filhos-na-escolha-profissional

 

Pais levam faixa com frase inusitada à formatura da filha

Maysa Ferreira, de Palmas (TO), publicou a foto da faixa em seu Facebook e se surpreendeu com a repercussão.

A jovem Maysa Ferreira, de Palmas (TO), se graduou em jornalismo e sua colação de grau ocorreu no último sábado 19, onde contou com o carinho de amigos, familiares e… uma ‘homenagem’ bastante divertida dos pais, que levaram uma faixa com os dizeres “não era o que nós queríamos, mas formou”.

Ela publicou a foto da faixa em seu Facebook e se surpreendeu com a repercussão. Ao E+ (Estadão), Maysa contou que já esperava uma faixa bem-humorada dos pais, mas não sabia qual seria a frase.

“Eu soube desde o ano passado, quando eles levaram a faixa ‘não fez mais que sua obrigação’ para minha irmã que se formou em nutrição. Eles me avisaram na época que eu teria faixa também”, disse.

Mas ela conta que a brincadeira tem um “fundinho de verdade”, já que os pais queriam que ela tivesse cursado direito.

“Disseram que o curso não tinha nada a ver comigo, que eu tenho o perfil da área jurídica. Mas eu sei que eles me apoiam e hoje reconhecem a profissão que escolhi, se orgulham sim da filha jornalista”, contou Maysa, que cursou jornalismo na Universidade Federal do Tocantins.

Formada, Maysa conta que está orgulhosa da escolha e que não se imagina fazendo outra coisa.

“O sonho é jornalismo de moda, quero fazer uma especialização na área. Mas, enquanto isso, quero ir trabalhando no jornalismo, em redação ou assessoria, na oportunidade que surgir”, comenta.

É comum a interferência dos pais em muitas escolhas profissionais. Mas nem sempre a escolha dos nossos pais é o que queremos seguir.  Mas você sabia que é possível fazer esta escolha de maneira mais tranquila e autônoma?

Meu nome é Jennyfer Gonçalves, e auxilio pessoas no processo de escolha profissional.

Fonte:

http://exame.abril.com.br/carreira/pais-levam-faixa-com-frase-inusitada-a-formatura-da-filha/

Créditos da imagem:

http://exame.abril.com.br/carreira/pais-levam-faixa-com-frase-inusitada-a-formatura-da-filha/

 

 

Está frustrado? Isso pode ser ótimo para sua carreira

Especialistas afirmam que momentos difíceis na carreira nem sempre são sinal de fracasso profissional

Ao longo da vida profissional, não são todos os momentos em que a nossa carreira vai de vento em popa. Entre promoções, projetos e demissões, os altos e baixos vão acontecer e é melhor estar preparado para aproveitar as oportunidades e aprender com os momentos de crise.

Segundo a orientadora de carreira Adriana Gomes, é incorreto pensar que um momento ruim no trabalho necessariamente signifique um sinal de fracasso. Para ela, a frustração é um sentimento natural e faz parte do amadurecimento de qualquer profissional.

“Muitas pessoas que hoje são experientes e bem-sucedidas tiveram fracassos na carreira. Nessa hora, não se frustrar não vai ajudar a solucionar os problemas. É necessário compreender que alguns projetos podem não ter sucesso, mas isso é algo natural e faz parte do processo de crescimento”.

Adriana afirma que a melhor maneira de lidar com momentos difíceis da carreira é buscar aprender com os erros. “Quando recebemos um “não” do chefe é importante aproveitar essa oportunidade para fazer uma autoavaliação e sempre tentar melhorar, buscando o crescimento na carreira”, completa.

Chefes também são importantes nesses momentos. Segundo ela, o gestor deve buscar sempre o melhor desempenho dos seus colaboradores sem esquecer de ajudá-los a corrigir seus erros. “Todo mundo erra e o gestor tem o papel de condicionar para onde seus funcionários estão caminhando, dando feedbacks constantes. Para o trabalhador, o pior é nunca receber um não e depois ser demitido sem saber o porquê”, ressalta.

O mestre em neuropsicologia Eduardo Shinyashiki afirma que escutar críticas é um ótimo exercício para melhorar o desempenho no trabalho. Ele afirma que pedir sugestões e dicas de amigos e colegas de profissão é um importante caminho para evoluir.

“Às vezes estamos tão envolvidos com o trabalho que não percebemos nossas falhas. É muito positivo quando a pessoa tem a força e o desapego para se autoavaliar, criar e transformar alguma coisa dentro da carreira”, completa Shinyashiki.

Hora de se renovar?

Eduardo Shinyashiki afirma que o momento ideal para investir na nossa carreira é quando as coisas vão bem. “O profissional que busca se aperfeiçoar constantemente num momento de crise vai estar preparado e qualificado para enfrentar as dificuldades”.

Para os desesperados que pulam de uma profissão a outra com facilidade, a orientadora Adriana Gomes lembra que nas horas difíceis a última coisa que se deve fazer é buscar mudanças radicais. “Não se muda de carreira como quem muda de camisa. Nossa carreira é um reflexo de um esforço muito grande que fizemos ao longo da nossa história e às vezes não se trata de estarmos na carreira errada, mas no lugar de trabalho errado”, alerta.

Autoavaliação

Mesmo quando a carreira vai bem, é essencial que o profissional esteja em constante processo de autoavaliação. “Todos os dias devemos nos perguntar como podemos ir além. É necessário assumir esse compromisso de se tornar melhor do que fomos ontem”, completa Shinyashiki.

O neuropsicólogo afirma que existem duas posturas quando se fala em futuro na carreira. “Uma delas é determinada e focada e a outra é passiva”. O risco da apatia, diz, é que pessoas que não estabelecem um objetivo na carreira recebem notícias negativas como uma condenação profissional. “Nossa postura deve ser de constante aprendizado. Devemos sempre pensar: onde quero estar daqui a cinco anos?”.

Segundo ele, as nossas conquistas e falhas sempre partem de nós e não dependem de terceiros. Transformar pontos fracos em pontos fortes e estar constantemente em processo de evolução é a chave para construir uma carreira sólida.

Fonte:

http://exame.abril.com.br/carreira/esta-frustrado-isso-pode-ser-otimo-para-sua-carreira/

Enem no Divã: Estresse ou fadiga? Saiba reconhecer os sinais do seu corpo

Conheça mais sobre esses sintomas e veja como combatê-los antes das provas do Enem.

Estresse. Esta é uma sensação muito conhecida pelos jovens que estão prestes a encarar o Enem e demais vestibulares, mas será que o real conceito por trás do termo é aplicado corretamente pela maioria das pessoas?

Na maioria das vezes, o que é popularmente conhecido como estresse é, na verdade, fadiga. Trata-se da sensação de cansaço físico extremo, que pode ocorrer após longas sessões de estudo ou até mesmo de um dia cansativo. Embora não seja agradável, é algo normal no dia a dia exaustivo dos estudantes, que passam por longas sessões de estudo e simulados até mesmo aos finais de semana.

Mas então, o que seria o verdadeiro estresse? Para o psicólogo Antonio Carlos Amador Pereira, professor do Departamento de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o estresse seria o conjunto de reações físicas causadas por estímulos do meio, os chamados estressores.

No caso dos estudantes, a pressão em relação ao vestibular – uma criação mental, não uma ameaça física – pode ser o estressor que libera todo o quadro de ansiedade e nervosismo. De acordo com o professor: “estresse é uma série de reações químicas no seu corpo, porque seu cérebro não sabe que isso (a pressão do vestibular) é só uma criação mental. É feita a leitura de que você está sendo atacado e, portanto, você reage àquilo. Essa carga química no corpo acaba sendo prejudicial”.

Ao contrário do que se imagina, os estressores não são apenas originados por momentos negativos. Conforme explica o psicólogo: “estressores são estímulos do ambiente que fazem com que você necessite se adaptar rapidamente a eles. Ao ganhar dinheiro na loteria você fica estressado, ao perdê-lo, também. O estresse acontece em uma situação boa ou má”.

O QUE O ESTRESSE CAUSA NO CORPO?

O estresse é um dispositivo natural que, ao ser aplicado nos momentos corretos, foi muito útil para a sobrevivência dos seres humanos na natureza. Preparando o corpo para uma situação de ataque, ele faz com que a pessoa esteja pronta para se defender. O problema é que, atualmente, as situações que o cérebro enxerga como crises não são uma ameaça física, como é o caso do vestibular. A consequência disso são respostas defensivas desproporcionais, que causam danos ao bom funcionamento do organismo.

Hormônios como a adrenalina, o cortisol e a insulina são liberados em grande quantidade. Entre seus efeitos imediatos, podemos destacar o coração acelerado, suor e a pele arrepiada, por exemplo. No entanto, os efeitos prolongados, ao quais muitas pessoas não dão atenção, são ainda mais perigosos, como:

Problemas do sono

Em geral, são causados por desequilíbrios dos hormônios da tireoide. A pessoa pode apresentar um cansaço muito grande mesmo após ter dormido por várias horas – o que também é uma das causas da confusão entre estresse e fadiga – ou insônia.

Doenças gastrointestinais

A dor de estômago é um sinal claro de estresse. Isso acontece porque o estômago acaba liberando ácido clorídrico (HCl) em um momento de nervoso. Se isso acontece frequentemente, gera doenças como gastrite e úlcera.

Hipertensão

O cortisol e a adrenalina aumentam o nível dos batimentos cardíacos, o que é uma das causas da pressão alta. A doença pode gerar problemas ainda mais graves, como infartos ou acidentes vasculares cerebrais (AVC).

COMO TRATAR O ESTRESSE?

Embora não seja possível evitar que tais estímulos aconteçam, controlar seus efeitos e diminuir as consequências negativas para o corpo e para a mente é uma saída viável. Para o professor, a melhor maneira de evitar que o estresse atinja níveis críticos é aprender a se desligar dos problemas:

“Relaxar é importante. Se você tem uma capacidade de relaxamento, você consegue lidar com o estresse, porque ele deve ser enfrentado. Às vezes, criam-se estressores mentalmente, então é preciso aprender a relaxar, a focar naquilo que está fazendo. Existem técnicas de relaxamento que ajudam nisso. Se você aprende a relaxar, não se sente ameaçado. Ou, caso se sinta, aprende a controlar isso”, indica.

Fonte:

http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2015/09/30/1131829/enem-diva-estresse-fadiga-saiba-reconhecer-sinais-corpo.html#

Créditos da imagem:

http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2015/09/30/1131829/enem-diva-estresse-fadiga-saiba-reconhecer-sinais-corpo.html#

 

Os mitos sobre transição de carreira

Confira algumas ideias falsas propagadas no ambiente corporativo e que desestimulam muitas pessoas a darem novos rumos para suas carreiras.

Um anúncio de mudança de carreira muitas vezes é seguido por uma avalanche de críticas, desconfiança e muitas perguntas de colegas, amigos e parentes.

Tudo bem que não é mesmo fácil deixar uma atividade consolidada e partir para o novo. “As pessoas enfrentam barreiras para mudar porque criam vínculo com a profissão, com o cargo ocupado e com o salário que recebem”, diz a coach Susana Azevedo que deixou de trabalhar como executiva na indústria de automóveis para apostar no trabalho de coach executivo e pessoal, há 13 anos.

De acordo com a especialista, algumas ideias pré-estabelecidas, muitas vezes, acabam se tornando “algemas” que impedem muitas pessoas insatisfeitas de darem um novo rumo para suas carreiras.

Confiram quais são e como se livrar deles:

1. “Vou desperdiçar todo o conhecimento adquirido até aqui”

Não, não vai. “Tudo o que a pessoa fez antes serve de bagagem para o que ela pretende fazer”, diz Susana. A especialista lembra que nosso cérebro não é um computador passível de formatação. “Não limpamos nossa memória”, diz.

Em maior ou menor escala os conhecimentos que você já possui serão úteis tanto durante o processo de transição quanto após a consolidação de uma nova atividade, na opinião de Susana.

Maria Beatriz Henning, da consultoria Exceed concorda. Quando decidiu abandonar a sua carreira em um banco no início de 2001 e apostou no trabalho com recrutamento de talentos – voltado principalmente para o mercado financeiro – ouviu muita gente dizer que desperdiçaria seus conhecimentos.
“As pessoas falavam isso. Mas você usa seus conhecimentos de uma forma diferente. Não sinto que todo o meu conhecimento técnico foi desperdiçado, pelo contrário foi o que me diferenciou no mercado”, explica.

2. “Só quem está em início de carreira pode mudar”

Um bom salário, um cargo no alto escalão de uma organização e o sucesso são as principais barreiras que uma pessoa mais experiente terá que enfrentar ao decidir mudar de carreira. “O sentimento de perda de status é a maior armadilha, neste caso”, diz Susana.

Por isso, é muito comum ouvir que os mais jovens é que podem se dar ao luxo de mudar de carreira porque têm muito menos a perder. “É fato que os mais novos podem arriscar mais”, diz Susana.

“O que acontece é que os mais novos são mais destemidos por conta da idade”, diz Maria Beatriz. No entanto, isso não quer dizer que profissionais em nível sênior não possam mudar também. “É claro que para um profissional mais experiente sair da zona de conforto demanda mais coragem, mas essa pessoa está muito mais preparada para fazer isso”, diz Maria Beatriz.

“Uma pessoa mais velha tem tanto ou até mais probabilidade de ter sucesso se souber se planejar e usar corretamente a experiência que tem”, diz Susana. De acordo com a especialista, planejamento é essencial. “É preciso ver, pensar, se preparar, fazer colchão financeiro, buscar o apoio da família”, recomenda.

3. “Quem muda de carreira não é comprometido com objetivos”

Ser considerada uma pessoa que não é capaz de manter seus objetivos e que fica pulando de “galho em galho” também é uma ideia falsa propagada pelos corredores de escritórios, na opinião de Susana.

“O que acontece é que as pessoas têm que escolher a carreira muito cedo, com 16, 17 anos. Não há condição de fazer uma escolha definitiva nessa idade, é cruel”, diz Maria Beatriz, lembrando que os jovens muitas vezes não têm capacidade de avaliar e acabam seguindo caminhos tidos como certeza de sucesso.

“Na minha geração dizia-se muito que havia apenas duas formas de obter sucesso: trabalhando em banco ou em consultoria estratégica. Mas depois de fazer metrado e ser exposta a outras teorias percebi que havia vida além daquilo”, diz ela.

De acordo com Susana, antes de partir para transição de carreira “A primeira coisa é saber o que a fez pensar em mudar e o que ela quer obter no curto, médio e longo prazo”, diz Susana. Foi o que Maria Beatriz fez. “A minha transição foi muito pensada, não foi algo de supetão”, conta a hoje especialista em recrutamento de executivos.
“Eu sentia insatisfação, mas não sabia explicar porque gostava do tema mercado financeiro. Fiz aconselhamento de carreira e decidi que sair do banco seria a melhor coisa e depois descobrir que queria fazer o que faço hoje”, conta Maria Beatriz.

4. “Satisfação no trabalho é mito, o que vale é pagar as contas”

Se muitas vezes a motivação para uma transição é a insatisfação com a carreira atual, é comum ouvir que a própria satisfação é um mito. Pensar que quem tem um salário alto é feliz única e exclusivamente por conta disso é um clichê de carreira que muita gente repete e não deveria.

De acordo com Susana não é uma questão ter um ou outro. “As pessoas precisam pensar em como construir uma situação em que tenha segurança financeira e encontrem satisfação no que fazem”, diz. “Quando você faz o que gosta a probabilidade de ganhar bem é maior”, diz Maria Beatriz.

A questão, diz Susana, é fazer uma transição planejada e calcada também na expectativa de segurança financeira. Por isso ter uma reserva financeira é muito importante para atravessar este período mais tranquilamente.

“Você paga um pedágio e é natural que pague porque você é remunerado pelo que entrega de resultado”, diz Maria Beatriz. Se de executivo sênior você passa ao nível júnior por conta de uma transição, isso vai se refletir no salário.

“O problema é que as pessoas querem resultados imediatos, querem tudo para amanhã. Em uma situação de mudança é preciso esperar um ou dois até começar a ver os resultados”, diz a coach.

Fonte:

http://exame.abril.com.br/carreira/4-mitos-sobre-transicao-de-carreira/ Por Camila Pati

Créditos da imagem:

http://obviousmag.org/cotidiana/2016/04/senso-de-proposito-na-carreira.html

Importância da escolha profissional e o impacto gerado na sociedade.

O artigo em estudo propõe analisar o impacto provocado na sociedade diante da escolha profissional, baseando-se em pesquisas com alunos e professores universitários. Com base nos relatos dos entrevistados a responsabilidade do impacto na sociedade diante da escolha profissional está na forma que é tomada essa decisão, podendo ser positivo, negativo ou simplesmente não obter abalo relevante.

Todos os anos, realizam-se os concursos e vestibulares por todo o país. Para muitos estudantes este é o momento de escolher a carreira que será exercida durante a vida ou até determinado momento. Diante de pesquisas foi notado grande numero de jovens que recebem influência direta dos pais, amigos ou escolhem o que está mais próximo ou que aparentemente lhe trará maior retorno financeiro e não por vocação própria na escolha de uma profissão. Há um alto numero de acadêmicos universitários que cursam a segunda opção, que por vezes não tem nada haver com a vocação do mesmo, muitos concluem mesmo não tendo se identificado com aquela profissão.

Contudo estão ali na esperança de se identificar com aquela área, ou esperando oportunidade de fazer o curso desejado. A escolha profissional tem haver com o sentindo de satisfação, fazer aquilo que tem prazer na construção de uma carreira, infelizmente grandes partes das escolhas se respaldam na estabilidade financeira, contudo uma carreira baseada na estabilidade não significa que trará satisfação.  O impactado na sociedade diante da importância da escolha profissional pode ter abalo negativo, positivo ou simplesmente nenhum.

DESENVOLVIMENTO

A escolha profissional é somente o inicio, vários caminhos podem surgir durante a faculdade e o mercado de trabalho exige muitas vezes adaptações na carreira, neste caso, as pós-graduações e especializações podem entrar como uma mudança no rumo da carreira. É preciso deixar claro que um bom profissional não é aquele que tem as melhores notas na vida acadêmica. Mas aquele que consegue impactar a sociedade a quem presta serviço de forma positiva. Hoje, a importância da escolha profissional deve ter em mente que ao sair da faculdade vai encontrar muitos obstáculos a sua volta, não só a dificuldade de emprego como também a decepção da profissão escolhida não ser a dos sonhos. A escolha profissional pode acarretar impactos na sociedade trazendo tanto desconforto, insatisfação, frustração além de uma sociedade desorganizada e cheia de conflitos ou contrario disso.

Segundo Dias e Soares (2007), a escolha profissional faz parte de um projeto, profissional que implica pensar o futuro, construir um cenário de realizações de interesses e desejos e que deve se estabelecer a partir do autoconhecimento.

A dimensão da importância da escolha profissional deve tá relacionado com a perspectiva de continuidade da carreira. Porém muitos escolhem suas carreiras não pensando que elas serão firmadas após o período acadêmico. Muitos fatores indicam possibilidade de risco ao se pensar sobre o futuro profissional. Em pesquisa realizada 99,8% dos entrevistados disseram que o impactado que a escolha profissional vai acarretar na sociedade é do individuo tomador de decisão.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A escolha correta da profissão pode ser mais simples do que se imagina. O primeiro passo é conhecer qual é o seu perfil comportamental, é importante saber quais são suas identificações. É fato que com trabalho árduo e muita dedicação todos podem ser bem sucedidos, mas todos possuem identificações distintas que podem ajudar na escolha da carreira.

Se questionar se é comunicativo, se tem o perfil de liderança, se possui facilidade de relacionamento e, principalmente, se sabe ouvir. Os testes vocacionais não fazem milagres. Os resultados podem ser apenas indicação de um norte, mas ainda assim são inúmeras as opções de cursos. Um grande equívoco é acreditar que cursar uma faculdade, por sim só, vai garantir emprego e assegurar o sucesso profissional.

A universidade pode abrir portas na carreira, mas vale lembrar que para os especialistas, o sucesso em uma profissão depende parte de conhecimento e parte de atitude. O mais importante na escolha é ter afinidade com a escolha profissional.

Por isso é de suma importância que, ao escolher uma profissão o estudante avalie antes de fazer um vestibular a sua escolha para que no futuro não venha se arrepender e, não tendo com voltar atrás, execute a sua profissão de forma errônea criando assim impacto negativo em uma sociedade com falta de profissionais de excelência.

Vamos refletir sobre as suas identificações?

Jennyfer Gonçalves

Fonte:

http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/importancia-da-escolha-profissional-e-o-impacto-gerado-na-sociedade/105051/

Créditos da imagem:

http://www.monicadonettoguedes.com.br/educacao/quando-escolhas-acontecem.html

 

O seu trabalho faz sentido pra você?

O que vem à sua mente quando ouve alguém dizer que boa parte da nossa felicidade e do nosso sentimento de realização pessoal advém da nossa dedicação a um trabalho significativo?

Passei a maior parte desta vida considerando que um trabalho significativo seria algo como salvar vidas em uma missão na África, trabalhar no Médico Sem Fronteiras, ser um missionário religioso, ser bombeiro, um educador influente, um artista engajado ou um empreendedor social, por exemplo.

No entanto, a contragosto, na luta pelo próprio sustento, prestei um concurso aos vinte anos de idade, fui chamado para ocupar a vaga dois anos depois, e por exatos trinta e um anos trabalhei em uma das maiores instituições financeiras do Brasil.

Metade deste período eu passei brigando contra a ideia de permanecer bancário.

Eu vinha de família simples, muito amorosa e colaborativa, de pessoas que se apoiavam mutuamente que se visitavam uns aos outros, que se abraçavam frequentemente, que demonstravam sua alma italiana nas frequentes expressões de afeto e de congraçamento, valorizando os relacionamentos. Aos quinze anos entrei para um grupo de jovens idealistas, onde pude juntar algumas de minhas paixões: o estudo filosófico, as atividades de promoção social, a amizade desinteressada e a arte, principalmente a música e o teatro. E assim eu achei que poderia mudar o mundo: amor, arte, filosofia, religião, ação social.

Portanto, entrar em um banco, trabalhar com números, índices, indicadores financeiros, gráficos, títulos de capitalização, aplicações financeiras, duplicatas, cobranças, juros, vendas e mais vendas, num ambiente fechado e com pouco espaço para o exercício da criatividade, me parecia uma espécie de reducionismo no universo dos meus sonhos de juventude.

Somente com a maturidade eu fui compreendendo que a Vida tem de fato caminhos diversos para nos ensinar o que precisamos aprender.

Revendo esta minha trajetória, com o devido distanciamento e com a clareza que se reflete também em vários fios de cabelo branco, percebe fases distintas nesta busca pelo sentido em meu trabalho.

Inicialmente, como acontece com muitos de nós, a recompensa financeira compensou a falta de sintonia com a natureza das atividades que eu exercia. Eu agora podia ajudar meus pais e minhas irmãs, o que me dava uma satisfação interna muito grande.

Passada esta fase, chegou a minha vez de me estabelecer, montar casa, casar, ter filhos e, novamente, o lado financeiro foi o contraponto à falta de encantamento com o que eu fazia.

Ainda assim, eu não me conformava (a psicologia positiva nos explica que a recompensa financeira tem seus limites em nosso índice de bem-estar subjetivo). A todo o momento pensava que precisava perseguir e conquistar um trabalho que fosse de fato significativo para mim. Poucos sabem, mas cheguei a formalizar meu pedido de demissão por três vezes. Mas em todas elas tive gestores sensíveis que me orientaram a pensar mais um pouco e acabei ficando.

Foi na terceira tentativa que eu cheguei ao ponto da virada. Eu já tinha quase quinze anos de banco e então me dei conta de que, com três filhos e vários compromissos, não tinha mais direito a atitudes impensadas. Resolvi que faria aquilo dar certo e me propus a mudar minha forma de ver as coisas. E foi aí que elas começaram a mudar.

E por que estou contando tudo isso?

Porque hoje, em minhas palestras e treinamentos, quando eu falo da importância do trabalho significativo, do sentido da vida, de nos dedicarmos a uma causa que faça sentido para nós, eu tomo o cuidado de deixar claro que, embora seja uma ideia fascinante e realmente muito legal, nem sempre haverá condições de transformarmos nossas paixões em nossa profissão, mas sempre teremos a liberdade última, como diria Viktor Frankl, de dar uma resposta pessoal à realidade que enfrentamos, buscando encontrar e imprimir sentido ao que fazemos, aplicando para isso nossas forças de caráter, nossas virtudes, nossos talentos e tudo aquilo que representa nossa singularidade.

Lembrei-me deste relato pessoal ao ler um texto da escritora, pesquisadora e professora Brené Brow, que diz assim em seu livro A Arte da Imperfeição: “Não há nada que diga que você deve largar seu trabalho principal para cultivar um trabalho significativo. Também não há nada que diga que seu trabalho principal não seja significativo, talvez você apenas nunca tenha pensado nele desta forma” (grifos meus).

Se você pode ter o trabalho dos seus sonhos, ótimo! Mas se hoje a sua ocupação principal não é o que você sonhou, eu sugiro o seguinte, por experiência própria e com base em meus estudos:

– Analisem serena e objetivamente quais as suas possibilidades. Uma boa dose de meditação conversa com especialistas e pessoas mais experientes, o apoio de um orientador profissional ou coach – tudo isso pode ajudar a estudar alternativas reais e planejadas para ir à direção do seu objetivo, ainda que você tenha que manter seu trabalho atual por um tempo, como forma de “financiar” seu projeto.

– Se houver chances de mudança para algo mais coerente com o que você considera significativo, aja nesta direção. Transformar ideias em ação ajuda a avaliar se aquele sonho é concretizável e se você realmente quer o que pensa desejar.

– Se não houver como mudar a situação externa, siga a recomendação de Viktor Frankl e mude a sua forma de lidar com ela. Foi o que eu fiz. E ainda hoje me admiro quando relembro e constato que esta simples mudança de disposição mental disparou vários gatilhos que tornaram as coisas bem mais agradáveis para mim.

 

– Em ambas a possibilidade cultive sonhos paralelos em projetos pessoais mais aderentes ao que você considera um trabalho significativo, seja atuando no seio de sua própria família, seja em sua comunidade, seja em seu grupo religioso, seja em trabalhos voluntários, etc.

Mas não desista!

Como pessoas, nós ainda estamos aprendendo a arte do autoconhecimento e estamos longe de conhecer profundamente nossos talentos. Poucos conseguem de fato cultivar intencionalmente suas potencialidades e compartilhá-las de maneira plena com o mundo – o que lhes proporcionaria um considerável upgrade em seu nível de bem-estar subjetivo.

Sabemos pouco sobre nossas próprias virtudes e forças de caráter, por exemplo, mas já existem até mesmo estudos científicos sobre o assunto.

Por outro lado, nossa sociedade ainda não está pronta para reconhecer a importância de outros modelos de trabalho e de realização humana, ainda muito presa a um sistema que somente replica modelos que servem a um sistema que explora o ser humano apenas como um “recurso”, um meio para obter resultados e produzir riqueza, nem sempre de forma ética, nem sempre de modo sustentável.

E se você quer saber o fim daquela história real, eu parei de reclamar tanto e, paralelamente às atribuições inerentes ao meu cargo, para além de minhas obrigações, passei a proferir palestras e organizar pequenos treinamentos para os meus colegas de trabalho, contando com o apoio da minha gestora de então, a Célia – a quem serei eternamente grato.

Concomitantemente, motivado por esta nova perspectiva, comecei a dar treinamentos em outras empresas da minha região. Lá, como no banco, utilizei meus conhecimentos de trabalho com equipes, fotografia, teatro e música nas ações educacionais, que ampliaram minha rede de contatos na empresa, o que acabou, por diversos caminhos, me ajudando a me tornar também um gestor.

E como gestor aprendeu que, não importa se é um grupo de teatro, o time de um banco, uma banda de música ou uma equipe da bolsa de valores – no final, trata-se sempre de lidar com gente. E para mim foi gratificante encontrar sentido em contribuir para o desenvolvimento destas pessoas, acolhê-las em sua multifacetada dimensão humana e construir junto delas um ambiente agradável de trabalho, buscando resultados sustentáveis, ao mesmo tempo em que eu aprendia e também me desenvolvia com elas.

Hoje posso me dar ao luxo de me dedicar apenas a projetos que eu considero significativos, mas foi preciso saber lidar com a realidade que eu não havia sonhado para poder transformar o que eu havia sonhado em realidade.

Faz sentido pra você? Vamos conversar!

Jennyfer Gonçalves

 Fonte:

http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/o-seu-trabalho-faz-sentido-pra-voce/105712/ Por César Augusto Tulio Tucci

Créditos da imagem:

https://vripmaster.com/pt/6982-find-good-reasons-to-quit-your-job.html

 

Enem no Divã: cursinho ou intercâmbio após o ensino médio?

A série Enem no Divã destaca quando vale a pena fazer cursinho ou intercâmbio após o ensino médio. Veja ilustração exclusiva e recomendações dos especialistas

Qual é a melhor opção: fazer cursinho ou intercâmbio após o ensino médio? Os especialistas convidados da série ilustrativa Enem no Divã, da Universia Brasil, explicam o dilema e ajudam os jovens a fazer uma escolha consciente. Confira:

Maria da Conceição Coropos Uvaldo (psicóloga e coordenadora da orientação profissional da USP)

“O intercâmbio não faz com que a pessoa pesquise mais para chegar a uma decisão. Serve para amadurecer, descansar, mas não para ajudar na escolha profissional. Já o cursinho serve para você aprender mais, mas não é ele que possibilitará que você pense nessas coisas. No entanto, pode ser um tempo bom para você amadurecer e pensar mais na escolha profissional, fazendo mais pesquisas. Geralmente os cursinhos nem se preocupam com isso, porque querem que a pessoa entre na faculdade. Eles não estão lá para ajudar a escolher uma carreira. Você pode procurar orientadores profissionais, faculdades de psicologia da região, que possam ter atendimento gratuito ou dar referência de bons lugares para fazer o trabalho. A ideia é que você use o tempo para o autoconhecimento e para busca da carreira profissional. Não vai acontecer naturalmente, exige um trabalho de você correr atrás. Ninguém fará isso por você”.

Antonio Carlos Amador Pereira (psicólogo e professor da PUC-SP)

“O cursinho não foi criado para isso, mas sim para as pessoas suprirem lacunas do Ensino Médio e se prepararem para o Enem e vestibular. O intercâmbio é uma coisa interessante, mas varia de pessoa para pessoa. Eu não poria isso como uma solução possível. Às vezes, se você não está certo sobre o que quer fazer é melhor dar um tempo, fazer outra coisa. Pesquisar sobre as carreiras é uma boa ideia. Às vezes, o próprio jovem não se dá esse tempo, chega ao primeiro ou segundo ano do curso de graduação, fica em dúvida e muda”.

Está cheio de dúvidas? Entre em contato, vamos conversar!

Jennyfer Gonçalves

Fonte:

http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2015/09/17/1131353/enem-diva-cursinho-intercambio-apos-ensino-medio.html

Créditos da imagem:

http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2015/09/17/1131353/enem-diva-cursinho-intercambio-apos-ensino-medio.html